domingo, 9 de maio de 2010

MATIAS DOMINGOS

O Sr. Matías Domingos é actualmente o único artesão que trabalha o bunho, no concelho de Santarém. Natural do Secorio, o Sr. Domingos recebeu do pai a herança do mobiliário de bunho.

"O pai do meu bisavô, ainda criança, guar­dando gado nos campos próxi­mos da margem do Tejo, come­çou por fazer rodelas de bunho muito imperfeitas. Quan­do regressava das terras, trazia-as enfiadas num pau. Ne­gociava então com as muiheres da aldeia que lhe oferciam meio tostão por cada uma, para comprar tremoços. Começou então a aperfeiçoar a rodela, transmitindo os conhecimentos adquiridos, aos seus descendentes."


Hoje o Sr . Matias Domingos é o único desta família de bunheiros, a di­fundir os conhecimentos des­te oficio.


Esta é a versão do Sr. Matias . Sabe-se no entanto que os Avieiros (pescadores do distrito de Aveiro), que se deslocavam ao Tejo para pescar, também já possuíam conhecimentos sobre o bunho. Terá sido, a arte do bunho no concelho de Santarém, uma arte do acaso? Terá tido esta arte influencias dos Avieiros?


A verdade é que neste concelho, só esta familia manteve a funcionar até ao momento, a indústria do mobiliario em bunho .

PS. NA ALTURA DESTA PUBLICAÇÃO O SR. MATIAS DOMINGOS JÁ FALECEU MAS SEGUIDORES CONTINUAM PARA QUE A SUA HOBRA NÃO MORRA O MOBILIARIO EM BUNHO CONTINUA. MAS NÃO POR MUITO TEMPO.

terça-feira, 27 de abril de 2010

ARTUR LOURO BRANCO


, Artur Louro. Nasceu em Amiais de Cima (Santarém), no dia 2 de Dezembro de 1962, onde reside e mantém atelier. Desde muito jovem que se sentiu atraído para o Desenho e para a Escuitura. Inicia a sua aprendizagem artística em OfiSobre a sua Obra: Ana Santiago. António Carreira, Armando Rebelo e Paulo Araújo BRANCOcinas de Cantaria, onde toma contacto com os vários tipos de pedra (l 994). Escultor Autodidacta de feição Figurativa. Para o Crítico de Arte Afonso Almeida Brandão, «as Obras de ALB são essencialmente formas escultóricas telúricas representando a Figura, a Ruralidade, os Instrumentos estilizados do Mundo do trabalho Tradicional do nosso País e os Animais. Por esse facto pode ser colocado num lugar à parte da nossa Escultura Contemporânea, dado que procura aprofundar esteticamente e em termos de proposta, quatro temas basilares, com sobriedade e simplicidade. São esculturas que podemos definir como objectos {ou peças) ou como esculturas de praça pública ou de estante, desde que tenham espaço para «viver e respirar». São, acima de tudo, obras de uma grande força interior, expressividade e agressividade, que conseguem comunicar com o mundo etnográfico português e do coleccionismo, em particular. São peças que levam tempo, muito tempo, a serem executadas. Peças que levam horas sem fim na busca e na escolha de pedras, onde o Artista tem de conjugar a cor e a qualidade dos materiais. Só então surgem as macetas, os ponteiros, o diverso tipo de maquinaria, as várias pedras, a imaginação criadora, o Artista e as noites infindáveis. Um Escultor que tem orgulho de dizer "que nunca teve mestres" e que aprende todos os dias o ofício da Arte que abraçou "com dedicação e amor". Obra séria que importará registar, acarinhar e divulgar». Exp. Ind.: (12). Exp. Coloect.: (85). Bienais/Salões: (selecção) Mostra de Artes e Ofícios, Monsanto, Alcanena (1998, 1999, 2000, 2002 e 2003); Feira Nacional da Agricultura, Santarém (2002 e 2003); Festival de Gastronomia, Santarém (2002, 2003, 2004, 2005 e 2006); Mostra de Artes e Ofícios, Amiais • de Baixo, Santarém (2000, 2002 e 2003); Festival Internacional Alviela, Vaqueiros (2006 e 2007). Colecções Particulares: Portugal, Espanha, França, Canadá e EUA. Representado: Instituições Públicas e Privadas. Escreveram. Ver Obras 353

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

SALGUEIRO MAIA